#12 QUEM DISSE QUE OS PERRENGUES DE VIAGENS ACABAM?

12 agosto 2017


Ainda lembro da primeira vez que viajei sem meus pais, só com a minha avó. Fomos passar um fim de semana na praia na casa da amiga dela. Eu com 7 anos, querendo ser toda independente, arrumei minha mala sozinha... e advinha? ESQUECI A CALCINHA! Sim, desde essa época eu já esquecia as coisas por aí, mas graças a deus foi a primeira e ultima vez que esqueci de colocar as calcinhas na mochila.
• Primeira viagem sem os pais.
• Primeiro perrengue.
• Primeira {e última} vez que uso as calcinhas da minha avó.

As aventuras de viagem tiveram incio realmente depois que me mudei pra Goiânia, foi ai que começou minha paixão em colocar o pé na estrada. Não que antes eu já não tivesse história pra contar, como da primeira vez que fui viajar sem ninguém da família, só eu e os amigos, no caso a Luciana. Devia ter uns 17/18 anos, ficamos 1 semana na casa da tia dela, a 1 quarteirão da praia, com cama, comida e roupa lavada, tem coisa melhor? TEM! Se esse 1 quarteirão não desse direto pro esgoto, naquela região a praia ficava deserta. Era uma boa caminhada até chegar num lugar mais movimentado, com caipirinha e cerveja gelada. Resultado: várias bolhas, com direito a foto das duas com os pés dentro de um balde de água. Mas mesmo assim, não deixamos de ir todos os dias, mesmo mancando.

Teve a vez também que fui acampar com o pessoal da igreja, não rolou barraca, era um galpão com várias beliches. Pra quem não sabe em junho/julho em São Paulo, quando é pra fazer frio, faz um frio do CACETE e justamente nesse período fomos pro sitio em Mairinque, interior de SP. Todo mundo foi avisado pra levar roupa de frio, porque além de ser inverno, era sitio, campo aberto, ou seja, faz mais frio. Mas ninguém avisou que eu poderia CONGELAR durante a noite. Sério, Fabiana, Luana e eu juntamos as beliches, nos cobrimos com os cobertores, toalhas e o que mais tivesse disponível, eu vesti metade da minha mala e ainda sentia frio, MUITO FRIO! O bom que quando a gente é mais novo, nossa imunidade é bem maior, apesar de toda aquela friaca de noite, durante o dia a gente passava o tempo todo na água, sem contar que quando chegamos de madrugada, no frio, TODO MUNDO PULOU NA PISCINA mesmo quando todos os instrutores disseram pra não entrar. Adolescentes, quem consegue controlar? Agora pergunta se voltei gripada? Não, nem um espirro.

Em Floripa, a gente foi com a cara e a coragem. Depois de deixar o rim com o taxista no trajeto do aeroporto até o hotel, que ficava no centro da cidade, decidimos que iriamos a praia de ônibus. Eu, dois amigos e minha afilhada. Nós compramos um guia da cidade, bem coisa de turista mesmo, e nos enfiamos no terminal sem saber direito como chegar nas praias.

Em Campos do Jordão, foi bem parecido, cara, coragem e um uno que mais parecia aqueles carros de circo, que sai 83701238 palhaços. Como 7 pessoas cabem num UNO? Já se passaram anos e até hoje não descobri. 

Como a Amanda diz 'os perrengues de viagem não acabam, só mudam o nível de acordo com o dinheiro que você tem e com sua paciência'. O luxo muitas vezes se torna relativo e os perrengues não existem para quem está com os amigos. Mentira, eles existem sim, e provavelmente conseguem ser bem maior quando esta em bando, mas se transformam em aventuras e histórias pra contar.  Como quase colocar fogo no chalé porque queria manter a lareira acesa.

O fato, é que quem gosta de viajar, já tem o psicológico preparado.. porque vai dar merda, em algum momento!

Antes, passava 10hs na estrada pra São Paulo, hoje, dou prioridade pra ir de avião, pouco mais de 1hr de viagem e ainda com direito a passar no Starbucks pra tomar um frappuccino. Mas se as passagens tiverem valendo meu rim, vou de ônibus mesmo, bom que durmo o caminho todo e descanso. Aproveitando que juntei dormir e avião na mesma frase (ou quase), ultimo perrengue do dia: dormir no aeroporto - quem nunca? eu já! Acontece, é experiencia. O aeroporto de Guarulhos, já conheço todas as lojas, mas até hoje não acerto a saída.

Finalizando com mais uma frase da Amanda, cujo escreveu um post contando seus perrengues e que me inspirou a escrever os meus:

"meus perrengues geralmente vem acompanhado de pensamentos como 'essa é a última vez que pego um voo com 152 conexões'. Mas não é. A próxima vez chega e eu sempre tenho pique para mais um sacrifício em nome da felicidade de viajar."




Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Sei como é passar perrengues numa viagem, e alguns acabam valendo boas histórias, adorei, beijos!

    regianeferreirablog.blogspot.com.br

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